PRODUTORES INDEPENDENTES - PI
   AFFONSO ROMANO DE SANT'ANNA

Dentro do Projeto de leituras de textos poéticos LEITURAS E VISÕES.

Daya Gibeli Coelho De Moraes declama, sutiliza, pensa e repensa  a obra do poeta Affonso Romano de Sant'Anna. Vale conferir em:

         

OU

 

 MUSICA DE WAGNER TISO



Escrito por COELHO DE MORAES às 12h13
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INDÚSTRIA CULTURAL I
-Mº Coelho De Moraes-

Saudações.
Desenvolveremos ensaios semanais, crônicos e ululantes, tecendo comentários e sugestões, idéias e caminhos sobre o amplo tema da Cultura. A Cultura como produção humana e como expressão de linguagem.
É comum se esperar dos representantes políticos da cidade que tragam “indústrias pesadas”, Para muitos isso será sinônimo de emprego que fará a cidade crescer. Há outros que só sossegam depois de construir seu prédiozinho, para demonstrar que a cidade cresce a olhos vistos e para o alto. No entanto, Mococa, não terá essa “indústria-máquina-cimento-prédio” pois fica mais barato – muito mais barato – atravessar a divisa e montá-la nas Minas Gerais, na cidade irmã de Arceburgo, por mera questão de imposto estadual. Lá o imposto é mais barato. Para lá irão todas, inclusive as nossas. Basta que esperemos. A vaquinha, mesmo, não está mais na chuva. Com as indústrias irão as famílias.
No entanto, promete-se de  tudo.
Quem quiser “indústria” para ter emprego, terá que montar a sua própria ou mudar de cidade.  Aqui, apostaremos em outras formas de “indústria”.
As cidades têm alternativas.
Mococa, por exemplo, tem o turismo, tem o esporte, tem a cultura. Os mais espertos perceberão os valores da agroindústria. Mas, se quisermos procurar meios ecologicamente viáveis e altamente educacionais, teremos que escolher a vertente da Produção Cultural. Essa última será o tema constante de nossas conversas pois, a meu ver, ela engloba outras indústrias, de forma harmônica e construtiva, propagando desenvolvimento mais equilibrado.
A Cultura – como sinônimo de Civilização -  trata dos costumes, manifestações, civilização, inter-comportamento, mas, também, trata de artes, manifestação do intelecto e da sensibilidade humana, numa abordagem que pode ser coletiva ou individual. Ainda podemos usar dois grupos para pensar a Cultura: um Grupo Antropológico – o modo de vida da sociedade; um Grupo Artístico – os produtos inventados, desenvolvidos e construídos por essa sociedade, em seus vários campos.
No primeiro grupo é lícito dizer quer todos temos cultura e julgamos as outras em função da nossa. Até a nossa julgamos.
No segundo podemos dizer que há indivíduos e grupos que criam e obedecem uma linguagem de símbolos e relações que querem criticar, explicar ou apenas mostrar, expor, com outra linguagem, os anseios e vislumbres do primeiro grupo.
Cultura não é evento, não é show e nem tem que divertir, ou entreter, necessariamente o público. A tônica da Cultura também é a preservação da espécie, aprimorando o ser humano, refinando suas tendências, aspirações e esforços.
Negar a Cultura e impedir suas manifestações é ser violentamente criminoso.
Propor e executar regras e leis que incentivem as produções humanas é obrigação de qualquer mandatário, de qualquer cargo.
Como tudo isso vira Indústria Cultural é o que veremos daqui para diante.
Dessa forma convido você, leitor ávido e interessado em produção cultural a nos acompanhar, semana a semana, na jornada sem comodismos onde imperam criatividade e fazer cultural e, se quiserem, o bom debate. Ou bom combate.

Boa semana!



Escrito por COELHO DE MORAES às 19h11
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TREM DA CULTURA E ACESSÓRIOS
Coelho De Moraes

Dentro da conferência geral que empreendemos durante essas semanas, abusando da paciência do leitor, a título de prestação de contas pelos trabalhos executados, apresentamos mais um sucedâneos de ação cultural que é ou que foi – ele é sempre surpreendente – o TREM DA CULTURA, jornal devezenquandário, nascido em Arceburgo nos idos de 97.
O idéia era formatar um periódico que falasse sobre filosofia e literatura em geral, em textos curtos, sem esquecer da crítica e da agenda cultural. Foi em 1997 que nasceu o projeto da Lei de Incentivo Cultural do GRADA, que é o Grupo de Artes Dramáticas de Arceburgo. Devo lembrar que o GRADA, incansável, está em fase de produção de um novo trabalho, testando atores e procurando seus espaços. Ou seja, nossos grupos não param. Hibernam, mas não param. Mesmo por que são muitos os trabalhos e nós somos poucos empreendedores. Se a nossa atividade se limitasse a teatro apenas, talvez ficasse mais fácil.
O TREM DA CULTURA teve poucos números. Não conseguindo ser periódico, pois teve vida curta em sua terra natal graças à burrice crônica da política local, uma vez que estava atrelado à Escola Municipal de Artes Dramática e Musicais – similar à de Mococa – o TREM se mudou para Mococa e se desenvolveu com a criatividade de Luis Antonio Scarparo Maciel, que se somou inteiramente à trupe de editores, ou seja, eu – Coelho De Moraes – e ele – Scarparo Maciel. Foi graças ao estudo dos métodos e da geração de diagramas que o TREM foi tomando sua forma final, doze ou treze números depois. Temos dúvida por que o número cinco nunca saiu. Esquecemo-nos dele. De qualquer forma 13 é um excelente número.
Compilações, História da Arte, pequenos contos, um Concurso Nacional de Poesia, críticas, textos crípticos (quer dizer, textos cujos assuntos estão sob código ou escritos de maneira bem arquitetada, própria para a compreensão de poucos), piadas enfadonhas, pensamentos em geral, resumos, foram matéria constante do TREM DA CULTURA. Em determinado momento de sua vida foi o jornal mais lido de Mococa. A pesquisa feita e publicada declarou o TREM como o jornal preferido de uma determinada fatia social, principalmente entre internautas. Se fosse hoje a abordagem seria maior já que há os computadores da Biblioteca e os internautas, sábios jovens da informática e da rede – mesmo que só para uso de chats chatos e pesquisas escolares – provavelmente o TREM seria o único jornal lido da cidade.
É claro que teve gente que ficou muito furiosa, mas é uma atitude normal em cidades provincianas e arcaicas. Aqui ainda temos alcaides, por exemplo. E há lugares, por aqui, onde encontraremos bebedouro para cavalos (sei que existem bebedouros na ruía e dentro de uma casa aí no centro – esses bebedouros não são peças do patrimônio municipal?). E por aí vai.
Mas, São João da Boa Vista esta aí para dar o exemplo do que é planejamento cultural e, é claro estaremos lá para aprender mais ainda, participando da montagem da RAC: Rede de Agentes Culturais. E Rede, meus amigos, é para pescar.
Além do TREM, publicamos o NUNCA LEIA!, o PRODUÇÃO DE ARTE e mais recentemente o CULTURA?, esses todos com intuito de promover nosso trabalho nas cidades vizinhas. Entre 20 de Outubro e 5 de Novembro estaremos pelas cidades de Minas Gerais com O SANTO INQUÉRITO e a publicação CULTURA? está nos dando o suporte de divulgação e de textualização das nossas idéias.
Atualmente a sede intelectual dessas atividades todas está no Círculo Operário Mocoquense, graças ao apoio dado pelo presidente Moacir e de outro lado no salão de ensaios Molinari, da nossa Cida Molinari.
Estaremos representando os nossos periódicos, as atividades de vídeo, teatro e música em São João da Boa Vista, lá na Papyrus, do amigo Francisco, em função da Incubadora Cultural, que está promovendo o I Fórum Regional de Cultura, naquela cidade, dia 26, dentro do projeto Incubadoras de Cultura do SEBRAE.
Quem produz estará lá. Vamos conferir e fazer a chamada.

boa semana para todos!



Escrito por COELHO DE MORAES às 19h10
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O AMOR NOS TEMPOS DO CÓLERA

Coelho De Moraes

 

            Produtores e Realizadores internacionais resolveram, por bem, oferecer aos cinéfilos de todo mundo uma obra baseada no livro de Gabriel Garcia Marques.

            O filme é bonito e bem adaptado, em que pese adaptar um romance, inda mais em se tratando de um Nobel de Literatura. Na imagem fílmica a história pode até ficar outra. No entanto, no caso desse específico “CÓLERA” pesou mais o colonialismo.  Os produtores escolheram atrizes e atores que ganharam ou foram indicados ao Oscar, sendo todos artistas latinos ou de língua latina. Todos excelentes. Fernanda Montenegro (Brasil), Javier Bardem (Espanha), Giovanna Mezzogiorno (Itália), mexicanos, colombianos,  tendo ainda a voz de Shakira para completar a sonoridade latino-americana, com um cancioneiro lamentoso da América do Sul e Central. A paisagem caribenha dava sua cor lapidada em tons de sol e céu anilado.   Porém, todos os artistas falavam no idioma inglês, que mata o texto e, no caso,  mata a interpretação. Para o ouvido limitado do americano do norte, atrizes e atores, falando em inglês, carregam no sotaque e, isso já será considerado outra língua lá para eles.

            Um bom exemplo é a modernosa adaptação d’O CRIME DO PADRE AMARO, em espanhol-mexicano. Porém, no “CÓLERA”, a metrópole manda. A colônia obedece. Fala mais alto a voz do mercado. Fala mais baixo a língua castelhana, que, apesar disso,  vem ganhando seu espaço no planeta.

            O treinamento mais intenso que precisamos ter é o de pensar originalmente, mas, frequentadores assíduos de novelas não terão essa oportunidade.

            Ler outros autores que não o mago Coelho também será obrigatório e, para quem gosta de andarilhagem e coisas de Santiago de Compostela existe um livro escrito aqui em Mococa, autor local,  que conta, com realidade, como se faz aquele caminho. Autor: Itelberto Peres. É pegar e ler e se manifestar, pois, permanecer refestelado e contemplativo não faz a cidade andar.

            Mas, a peste colérica ganhou a parada e a plêiade de artistas passou a falar em falso inglês. Os latinos freqüentadores de cinema terão que se ater a legendas nos filmes importados da Metrópole, como sempre.

            Dessa forma fica uma sugestão para o artista mocoquense: bolar roteiros e enredos de peças teatrais sem texto algum.  Assim todos entenderão, independente do país e do idioma, até mesmo no Japão. Será um produto de exportação facilitada.

            A educação no país  já é precária.  As obras na tela grande consomem o que nos resta da linguagem com péssima legendagem, e piora se não assistirmos os nossos produtos cinematográficos brasileiros. Valorizar a obra brasileira, então, é obrigação de todos e independe de gostar ou não. É necessário aprender que existem múltiplos olhares para se enxergar a realidade. Aprender que o modo americano de fazer filmes é apenas um deles e não é, necessariamente, o melhor. Existe o italiano, o hindu, o francês, o alemão... cada um em sua linha, cada um com sua graça e peculiaridade.

            Para acompanhar o processo de adaptação leia o livro “O AMOR NOS TEMPOS DO CÓLERA”. Estude as imagens que o diretor do filme criou e compare com a sua imagem de leitor.  É, também esse, um exercício vigoroso para ganhar poder crítico. Para ganhar distanciamento. Para ampliar o poder de observação.

            Dá próxima vez em que for à locadora pegue somente filme brasileiro. Ou experimente os latino-americanos. Haverá muita surpresa. Exemplo: muito filme que já passou em nosso circuito – CARANDIRU ou PIXOTE – é produto brasileiro e foi dirigido por um artista argentino.

            É isso. Sucesso, vida longa e prosperidade. Boa semana!



Escrito por COELHO DE MORAES às 19h08
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                         TPM – 12 Anos
                                                   Coelho De Moraes

TPM é Teatro Popular de Mococa “Rogério Cardoso”, desde 1997.  No entanto, s Indústria Cultural não é, ainda, uma realidade. Não é atividade, ainda, completamente instalada. Mas, há sementes plantadas. O ideal seria que todos plantassem as sementes em vez de nela pisarem. 
Segue um pouco da obra e da história do TPM a título de conferência e memória.
1997
  - Outubro, ao lado de atrizes e atores, monta-se o TPM - Teatro Popular de Mococa que foi buscar, mais tarde, como  patrono,  Rogério Cardoso.
1998
  - TPM monta "PROMETEU", Abril, e participa do Festival de Araras-SP – no Mapa Cultural Paulista. Trouxe o prêmio de melhor ator coadjuvante para João Ramalho, o mesmo folclorista conhecido. Em seguida passa a ler e produzir “O AUTO DA BARCA DO INFERNO”, (Gil Vicente).
1999
  - Estréia do “AUTO DA BARCA” que  faz turnê ou giro de apresentações por Arceburgo, São João da Boa Vista, São José do Rio Pardo e Guaxupé, em Março e Abril, Maio e Junho.
2000
  - Monta  “LUA NEGRA” , estreando em São João da Boa Vista no mês de Maio. Mas, no mesmo ano monta “COMÉDIAS”, de Woody Allen, em Novembro.
2001
  - ”SEXO É COISA SÉRIA” de Veríssimo e Woody Allen, Março;  “DEUS” de Woody Allen em Abril, foram peças com recorde de público. E esse tipo de coisa nunca foi bem aceito pela inteligentzia artística da cidade na época. Mas, a casa cheia nada mais significa do que trabalho bem feito.  Neste momento fecha-se o Teatro Municipal de Mococa para reformas que duram 1 ano e meio. Reformas que nada reformam. O TPM se instala com ensaios e produções no Teatro Oscar Villares. De lá saem “COMPUTA, COMPUTADOR, COMPUTA de Millôr em Junho e o badalado “O TARADO” de Woody Allen em Julho e Setembro indo a  festival em Belo Horizonte.
2002  - “A MORTE AO VIVO”, de Veríssimo, Fraga e Woody Allen, Abril; em seguida “O HOMEM DO PRINCÍPIO AO FIM” , de Millôr Fernandes, Junho e a estréia em Outubro de “O SANTO INQUÉRITO”, de Dias Gomes. Marcos obrigatórios de um grande fazer teatral na cidade. “O SANTO INQUÉRITO” fez turnê: Guaranésia, Arceburgo, Monte Santo de Minas, Itamogi , Escola Carlos Lima Dias, Teatro Municipal de Mococa, finalmente reaberto, porém demonstrando os mesmo problemas anteriores o que prova a inépcia do administrador. Recuperamos “O HOMEM DO PRINCÍPIO AO FIM” do repertório, para apresentações na escola Barão de Monte Santo , São João da Boa Vista , Vargem Grande do Sul, Teatro Municipal de Mococa , com retorno a Itamogi.

2003 - “TRIÂNGULOS AMOROSOS” – Albee e Silveira Sampaio;   Março “MULHERES DESESPERADAS” –  de Edward Albee;  Abril “RAMA & SITA”, musical infantil baseado no Ramayana;  Maio “ATEUS, VAGABUNDOS E LOUCOS”, de Gordo Netto;  Maio. Turnê de MULHERES DESESPERADAS pelo Sul, de Minas Gerais;  JOSÉ DO EGITO, o musical, de Loyd Webber em Agosto, além de  PROJETO ALFA – no SESC Campinas em Novembro. Sem perder tempo fomos ao

Mapa Cultural em Dezembro, com apresentação em Campinas

2004 - Mapa Cultural Paulista – fase regional – melhor direção, melhor peça e melhor atriz Rose Tomé – Janeiro. A partir daí a púltima formação se profissionaliza e vai á luta por conta própria. Josué Torres, Leandra DeMarchi, Rose Tomé e Sergio Spina. Sem deitar nos louros da glória seguimos em frente com nova formação levando ao palco “O LIVRO DO GENESIS”, em Julho; “RELAÇÕES AMOROSAS”, de Allen, Jabor, Millôr e Veríssimo – Setembro e a terrível “A LIÇÃO”, de Ionesco – Outubro.

2005 - “JESUS CRISTO SUPERSTAR”, musical de Lloyd Webber – Março; “TRÊS HOMENS BAIXOS”, de Rodrigo Murat, teatro – Maio; “VIDA PRIVADA”, de Mara Carvalho, teatro – Julho, que participou do Festival Cacilda Becker, em Pirassununga.

2006 - “MULHER, OBJETO DE CAMA E MESA”, de Heloneida Studart e vários autores, Maio; “CORRUPTOS E FELIZES”, de Jorge Dumarescq, em Dezembro.

2007 – “ANTROPOFAGIA”, baseado nos textos de Oswald de Andrade e “UM ESTUDO SOBRE NELSON RODRIGUES – TRAIÇÕES – Novembro

2008 – “EU FAÇO A MINHA HISTÓRIA , baseado na obra de Marilu Alvarez, - Maio

2009 - NIETZSCHE NO PARAÍSO, sobre textos de autores variados – com estréia marcada para Março.

 

PRÊMIOS

 

Mapa Cultural Paulista – regional – teatro - melhor direção, peça e atriz – Janeiro 2004

TPM grupo Selecionado  Festival Volkswagen, final em SP – Julho – 2003

Mapa Cultural Paulista. Prêmio ator coadjuvante, 1998

Festival de Varginha, MG – melhor direção, música e melhor peça – Setembro, 1997



Vemos então que a contribuição do TPM para a cultura mocoquense é ímpar e vemos que define uma escola de atuação e aprendizado e criação que merece ser copiada pelos grupos iniciantes. Há vários deles em Mococa, hoje.
De qualquer forma fica o convite: Apóie a ação teatral de Mococa indo aos espetáculos. Dessa forma você demonstrará inteligência e sua cidade crescerá com bom gosto e senso crítico..

Boa Semana!



Escrito por COELHO DE MORAES às 19h08
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                                        CULTURA POLUI?
                                                                -Coelho De Moraes-

            A prática de ignorar ou fingir-se de morto é mato em Mococa.
            Quantos pobres ignaros desconhecem que um artista deve ser pago pelo alto valor de suas horas de trabalho? Principalmente, as de ócio criativo? Um artista que fica à disposição de uma comunidade  já deve ser pago, a priori. A presença do artista em uma cidade já faz a diferença.
            Há os que não ignoram isso e fazem todo o esforço para que a sua cidade tenha cultura real, em tempo real. Cultura Crônica e Contemporânea. Tatuí, São João, Nova Odessa, são exemplos. Mas, tivemos nossos bons exemplos e vale lembrar: Em 1996 - governo Naufel (Profa. Vera Sandoval e Prof, Paladini) - a Escola Municipal de Música “Euclides Motta”. Euclides Motta era vereador versado nos interesses educacionais e culturais. Serve de referência para a nova safra de legisladores. Existe em Mococa uma escola de música pronta desde 82. Inativa graças aos (des) governantes posteriores. Nos doze anos de vácuo cultural que se seguiu - só mesmo rindo ou ruindo para crer que houve ato decente e programático. Olhem bem: São José do Rio Pardo é braço do  Conservatório de Tatuí. São João montou uma Incubadora Cultural.  Mococa cumpriu a sina de ver o “trem da cultura” passar.
            Em 97 fundou-se o EMADMA -  Escola Municipal de Artes Dramáticas e Musicais de Arceburgo. Surgiram os Coros Adultos e Infanto-Juvenil. Surgiu o GRADA, premiado cinco vezes em Varginha – Teatro - logo nos primeiros seis meses de vida.   Tais escolas foram desativadas por questões da política local,  canhestra e sinistra.
            O Coro da Cidade de Mococa, desde Lu Amato, com 22 anos de idade foi desativado. Em Outubro de 97 surgia o grupo de Teatro que veio a ser o TPM – Teatro Popular de Mococa “Rogério Cardoso”, por iniciativa particular, e, a Indústria do Vídeo, para a produção de curtas e médias metragens: Um pólo de cinema. Entre 97 e 98 o Kuarteto Mokoka (música para cinema), saiu em turnê brasileira, sendo primeira página em vários jornais do Brasil – do Arroio ao Chuí, digamos assim. Mas, como se produzirá tudo isso? Com dinheiro celeste?
            Na verdade, os grupos vivem com o problema crônico da falta de espaço, falta de transporte, falta de mídia. Mas, eu sei, isso é problema nosso. Sempre foi.
            As manifestações da cultura são necessárias e obrigatórias ou padeceremos de barbárie.

            Os artistas correm atrás da profissão, enfim. Quando aparecem na mídia aparecem sozinhos, sem papagaio de pirata pegando carona na foto. O artista tem luz própria.
            Em 2001, Braz Machado gravou o longa “Amor, poder que transforma” de forte apelo didático contra as drogas. Sem apoio efetivo a não ser o dos jovens e determinados artistas que mantiveram a chama acesa. O folclorista João Ramalho foi ator revelação na fase regional do  Mapa Cultural de 1998, em Julho, Araras. O TPM, no Mapa 2003, fase regional, teve com Rose Tomé melhor atriz, incluindo  melhor peça e melhor direção. Cadê o apoiador cultural, que deve oferecer apoio e não esperar o pires mendicante?
            Há uma agenda para 2009, mas onde estão os espaços?
            Tomo a liberdade de citar alguns nomes que atuantes hoje na frente da arte cênica: Amanda Garcia, Rafael de Souza, Karina Pereira, Fabyo Vyeyra. Tiago Pereira, Alan Balbino... anotem esses nomes, por favor.

            É isso.  Deixo votos de sucesso, vida longa e prosperidade. Boa semana.



Escrito por COELHO DE MORAES às 19h07
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À GUISA DE APRESENTAÇÃO

Coelho De Moraes

 

Cumprimentos a todos.

Meu nome é Marco Antonio Coelho De Moraes e venho escrever assuntos pertinentes ao fazer da arte e suas derivações, às vezes não tão artísticas, mas que abrangem a cultura.

Antes de tudo digo que a família por parte de meu pai vem de Arceburgo e Milagres e Guaxupé e Monte Santo, e do lado materno vem de São Paulo e vem da Mooca.

Fiz composição e regência, estudos complementares de encenação teatral e produção videográfica; escrevI várias obras em formato de musicais cênicos, além de obras para Coro, Grupos Sinfônicos e Câmera. Atuo, desde 2007 como Coordenador de Cultura da FATECmococa (cineclubismo e cinema), dez depois de uma ação cultural que alterou o pensamento de Arceburgo.  Trabalho com o CORO DA MOCIDADE, que é um grupo de canto coral em ação. Dirijo, com o Rodrigo Balan, os trabalhos da PRODUTORES INDEPENDENTES – PI, que é uma empresa para produção artística em geral (música, vídeo, literatura, teatro, gravação de CD, gravação de Video)  e dirijo o TEATRO POPULAR DE MOCOCA - que não podia deixar de homenagear um dos nossos grandes artistas cênicos -  ‘ROGÉRIO CARDOSO’. O TPM já montou para mais de 25 peças em 12 anos de trabalho em Mococa e região. Ganhou prêmios. É grupo respeitado. Em Março estréia “NIETZSCHE NO PARAÍSO”. Na cidade em que lhe der espaço.

Além disso tenho uma discografia que alcança 8 CDs já gravados e lançados, dirigindo vários grupos entre Rio,  São Paulo e Minas Gerais. Em Março chegará a obra MOCOCA-EM CONSTRUÇÃO, que está em fase de gravação  e mixagem.  Trata-se de música instrumental contemporânea. Execução completamente virtual, ou seja, música eletrônica, pois é uma obra cibernética, através da CyberOrketra AMLA ED ACOCOM, seguindo os preceitos do mestre Gismonti.

E na vertente do mestre Allen, a videografia não é deixada de lado tendo a INDÚSTRIA DO VÍDEO como executiva das obras de curta, média e longa metragem e cursos curtos. Algumas delas em Festivais e Mostras, outras, através da Internet no espaço cibernético que nos envolve (YouTube, Sapo, Videolog).

Não contente com essa lerdeza, participei da montagem de  uma Incubadora Cultural em São João da Boa Vista. Dela fui presidente em duas gestões. 2004 a 2008.

Por outro lado, e afeito a essas coisas da mente, em 2009 eu exponho a graduação em Filosofia e  formação em Psicanálise. Terminando a preparação eu me apresentarei à sociedade, a partir de Abril-Maio vindouros com mais essa vertente de trabalho. É o velho interesse na alma e espírito humanos que se desenvolvem na arte.

Isso se a arte permitir e folgar um tempo. Veremos.

A arte tem dessas coisas. A arte exige essas coisas. Não fosse assim e não tendo mais nada que fazer,  eu fabricaria gelatina.

Por ora ficam votos de sucesso, vida longa e prosperidade.

 



Escrito por COELHO DE MORAES às 19h07
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A ESCOLA DE SAMBA

Coelho De Moraes

             

            Passado o carnaval e toda a ufania obrigatória resta alguma coisa para reflexão.

            As Escolas de Samba não têm o nome de Escola à toa. Devem ensinar e produzir sambas. Não é o que acontece em Mococa. Temos sim, modernizados, cordões e blocos. Bloco carnavalesco como um conjunto de pessoas que desfilam no Carnaval de forma semi-organizada, muitas vezes trajando mesma fantasia, ou vestidas do modo que mais lhes agradar. Conseguimos observar essa característica em muitas alas do último desfile. Dos Cordões: o fato de ser formado por grupos de foliões mascarados com feições de velhos, palhaços, diabos, reis, rainhas, índios, baianas, entre outros, conduzidos por um mestre obedecendo a um apito de comando. Seu conjunto instrumental costumava ser exclusivamete de percussão. E seguem outros detalhes e semelhanças.

            O Carnaval de Mococa funde as três vertentes. Para ser Escola de Samba há que evoluir, não só na avenida mas também na conduta e no aprendizado do samba, principalmente.

            As Escolas tradicionais do país começam imediatamente – março – e se preparam para 2010. É isso o que acontece por aqui? Não. Quem é que ensina o samba? Ninguém. Uma possibilidade seria criar, de raíz, uma fonte de futuras tradições, e, nas Escolas comuns. A estória a ser contada, a música a ser criada, as fantasias e ensaios poderiam surgir desde o ensino fundamental, ao longo de todo ano, para desaguar na avenida em 2010. É tomo de pesquisa da contribuição africana ao Brasil. Surgiriam aí tantas “escolinhas de samba” quanto escolas tivermos na cidade. Ou seja, um processo de plantar um Carnaval sustentável.

            No início podemos importar o saber das Escolas de São Paulo. Algumas têm projeto para isso.

            Do jeito que é e está o Carnaval de Mococa sempre ficará à mercê dos foliões  que moram fora; quando puderem, aparecerão na data marcada para desfilar o mesmo de sempre,  com os mesmos tropeços. E, por falar em tropeço, no geral, há um cantor principal  - o tal puxador, termo que Jamelão nunca gostou de usar,  pois para ele quem puxa puxa carro – então há o interprete principal, e, outros de apoio, em função do possível cansaço do primeiro e  uma ou outra pequena harmonia. O que ouvi foi que em vez de dar apoio ao cantor, os tais “apoiadores” estavam atrapalhando o canto principal. É necessário afinação e noção espacial.

            Sonhar com a coisa é uma coisa. Saber fazer é outra. Querer fazer e atrapalhar é crime.

            Harmonia, no samba-enrêdo, deve ajudar e não atrapalhar. Há que se atentar para isso.

            Além disso é necessário sambar, não marchar. Os desfiles parecem aos de 7 de setembro com a diferença de que os braços ficam abertos como se pedissem alguma coisa ou oferecessem a alegria plástica e sorridente com data marcada -  é um vício de interpretação de quem canta ou está no “samba usando pará-quedas de griffe”. Pouca gente mostra que tem samba para demonstrar.

            É isso. Nem é preciso dizer que são avaliações críticas positivas.

            Deixo votos de sucesso, vida longa e prosperidade.

            Boa Semana.

 

 



Escrito por COELHO DE MORAES às 19h07
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 A PROPRIEDADE COMO UM ROUBO

por Coelho De Moraes

 

Fácil de entender e de aceitar.

A selva imperava e, na selva, indígenas, silvícolas, tribos variadas com linguagens variadas, viviam e usufruíam da terra e das águas e de tudo que dali brotava.

A citação parece meio bíblica, mas está ai um livro – a Bíblia -  que todos repetem mas não seguem. Serve apenas como ilustração e bibliografia.

Havia gente na terra e na água virgens. Auriverdes campos, ondas aniladas e tronitroantes batiam nas areias douradas e Iracema jazia deitada numa boa, chupando manga e assim vai...

Como se vê, pelo modo de vida indígena, não havia dono da terra, pelo menos no sentido da propriedade privada,  passada em cartório com selinhos e carimbos... diga-se que selinhos e carimbos são coisas de brancos europeus. O índio usufruía. Acabou a mandioca dali,  passa para outro lugar, planta ou pesca mais,  nômades, caminheiros brasílicos, sem-terra, vivendo na terra.

Ora, um dia aportaram naus. As naus trouxeram homens e vírus. Das naus saíram leis e os marinheiros  ficaram por aqui, passando a escravizar e a domar feras. Ninguém pediu. Parece que Deus olhou de lado e deixou rolar. Deus é assim, meio cego. Talvez um ciclope. O europeu tomou o que quis, afinal chegava com pólvora e canhões e armamento pesado.

Tomou a terra. Violentou a “lei natural”, digamos assim – coisa de civilizado. Roubou a terra, a bem dizer. Impôs limites. Cercas. Donos e proprietários com papéis timbrados em Espanha e Portugal, em nome do Rei este ou aquele – católicos e venturosos – apareceram do nada, donos, qualquer um podia ser o dono, bastava ter chegado em primeiro lugar. Aquela brincadeira de criança: “Quem chegou primeiro? Então é meu!” – mas parece que o aborígine já estava por lá, se não me engano e todos os leitores  sabem disso muito bem.

Quem era o proprietário, então, para se usar esses termos civilizados?

Bem. As terras foram tomadas. As desculpas eram cana-de-açúcar, café, pau-brasil, minerais e pedras,  e as riquezas passaram por saque, roubo, pilhagem. Os ladrões e assaltantes passaram por aqui. Eram portugueses, holandeses, franceses, todos liderados pela elite desses reinos. A elite é sempre a instituição ladra-mor?

A elite religiosa, a elite política, a elite governante, os filhos d’algo.

Todo o mundo achou aquilo muito normal. A prensa de Guttemberg se limitava a multiplicar Bíblias.

Reis Católicos e Reis Protestantes. Saquear, pilhar e manietar os índios. Se forem vagabundos – assim foram rotulados – que se benza as naus que levam o negro para a terra saqueada. Saíam 1000 de África e chegavam 500 na Terra Saqueada Brasilis – a elite dizia que a terra progredia com as sesmarias e plantations. Em nome do Pai...

Hoje os MST – Movimento dos Sem Terra faz o que os mesmos donos um dia fizeram. Retomam a terra roubada um dia. E é claro, todos mos produtos que dela brotaram e fizeram riquezas de outros.

Do que reclamam, então? Não entendo. As elites donas de terra reclamam sabendo que o MST faz aquilo que elas fizeram no passado – 500 anos atrás? Em nome do Filho...

O MST – históricamente fundamentado – segue a regra imposta pelos que aqui chegaram no passado.   Terra parada, ninguém à vista, deve ser ocupada, independente de quem reclama.

Terra à vista, gritou o nauta!

As elites dizem que é roubo! Em nome do Espírito Santo...

Elites, olhem para o rabo! Olhem a cauda que se perde nas nuvens do tempo. Vocês, principalmente os herdeiros, têm o rabo preso nas voragens do sertão e dos mares. Reclamam de que?

Como nasceu Mococa? Parada de tropeiros. Casa de pequeno esteio. Bandeirantes terão passado por aqui em busca de índios para escravizar? Esses bandeirantes deveriam ser presos. Gente ruim.  E seus herdeiros atuais deveriam pagar indenização: por ocuparem nossos livros de história com uma falsa fama de heróis; por escravizarem índios, por maltratarem negros, por destruírem quilombos a preço de ouro, mercenários de um governo réprobo... uma canalha, enfim.

Tropeiros chegaram e se abancaram nessas terras.

Sob a  benção da cruz – símbolo que serve para qualquer coisa - ergueram capelinha. Se os tropeiros ocuparam terras que eram “antigas” terras da família, recaem nos argumentos acima. Se os tropeiros tomaram as terras porque estavam vazias – se essa for a desculpa -  não passam de mais um bando de sem-terras... seriam ladrões?. Seus herdeiros são o que?

Aí ergueram capelinha... a cruz... e tal...

A propriedade como roubo. Está aí... a elite garante que é...

Quem é a elite? Os latifundiários... os donos de fazenda que não funcionam... sitiantes decadentes e incompetentes da atualidade... na sua cidade com certeza tem um...

Os aventureiros que invadiram o oeste americano são tomados como vaqueiros, caubóis, heróis. Mataram índios e exterminaram 60 milhões de bisões – só para passar o tempo -   mas faziam parte do MST lá deles. E olha que muita gente ali era irlandesa... de outras paragens.

No Brasil – em Mococa, vamos lá – os aventureiros tomaram conta da terra e não exterminaram bisões. Exterminaram índios. Havia 5 milhões hoje não tem 500 mil, e só servem para contar  história e fazer cocar ou dançar o Torém, vestidos de short e T-shirt, com um par de  sandálias havaianas.



Escrito por COELHO DE MORAES às 19h06
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CARTA AOS AFRO-BRASILEIROS DE MOCOCA

Coelho De Moraes

 

KWANZAA
Festa da Raça Negra  Está aí um texto compilado do folder-convite que recebi.
Não pode ser seu amigo quem exige seu silêncio  ou atrapalha seu crescimento  é uma frase assinada por Alice Walker, escritora afro-americana. Pensar vê meditar.
Em busca da reparação:  Reparar significa o Estado reconhecer, baseado nas decisões da III Conferência Mundial Contra o racismo, a Discriminação, Racial, a Xenofobia e Formas Conexas de Intolerância, realizada em 2001 na África do Sul, que o colonialismo e a escravidão cometidos no passado foram um crime contra a humanidade, e, que as novas gerações de negros e negras que  sofrem, ainda hoje, as conseqüências do crime, devem ser reparados de imediato, pois o Brasil, a Europa e o mundo devem reparações ao povo negro. Onde a divisão de riquezas?
Atraso Histórico: Qual ação dos interessados? Há reuniões? Debatem o assunto? É secreto?  O Brasil foi o último país no mundo a abolir a escravidão e o penúltimo a interromper o tráfico de seres humanos. Foi também o que mais recebeu escravos vindos da África entre as Américas – cerca de 3,6 milhões. 

Números vergonhosos: Um Brasil branco 2,5 vezes mais rico que o Brasil negro. Dos pobres, 64% é negro e dos indigentes 69% são negros. De acordo com o MEC – pode-se questionar, mas, não sentado em seu trono -  15,7% dos estudantes formados são negros e 84,3% são brancos. De acordo com o IBGE, para cada ano de estudo, os brancos têm sua renda elevada em 1,25 salários, enquanto os negros 0,53 salários. Portanto há preferências claras e facilidades que advieram dos 300 anos de escravidão.

Quem muda a situação?: De acordo com a justiça distributiva um indivíduo ou grupo têm direito de reivindicar as vantagens perdidas por condições sociais adversas. Será esse o caso?
Reivindicações: Para a superação do racismo, é imperativo que se adote uma política de reparações que vão desde a indenização material, passando por um conjunto de políticas de ações afirmativas. Todos se interessam por ações como essa?
Seguirão daí como consequências: Cotas proporcionais à dimensão populacional de negros/as no Brasil, concomitante a um super-melhoramento no ensino gratuito para todos, e esperamos que isso queira dizer melhora no sentido de LIBERDADE, e não de obediência. Mais. Cotas proporcionais a negros/as nos cargos comissionados no serviço público municipal. Isso pode começar hoje aqui em Mococa. É fácil, pois, tem muita gente incompetente em seus troninhos e no próximo concurso a quota já pode valer – os legisladores levantarão suas penas e trabalharão nisso. Como cidadão é uma sugestão, como ser humano cosmopolita é uma ordem. Mais. Democratização racial da imagem em todos os veículos e peças de TV. É sempre um prazer ver o Francisco apresentando o noticiário da TV.  Mas, tem mais. Exigência de cumprimento de cota de 30% de negras e negros em todos os níveis hierárquicos das empresas que participarem de licitação e concorrência da administração pública municipal. Vamos revolucionar. Já!
Instituição do feriado de 20 de novembro: É coisa que Mococa já aplica, no sentido errado, penso. Lembro que levei a idéia da lei nesse sentido a uma professora que era vereadora e presidente da Câmara em tempos idos e ela me disse, tutelada pelo seu título de professora de História: “Ah! Se é assim tem que ter feriado pra árabe, italiano, japonês... e por aí foi, mal pensando ela que os africanos foram trazidos à força e os demais vieram atrás de melhores vidas, por livre espontânea vontade”. Peguei o meu projeto de lei e levei para o Sr. Chico Enfermeiro que acabou fazendo a Lei passar, mas assinou como se fora dele.

Na minha propositura não tinha nada a ver com feriado. Tinha a ver com uma semana de reflexão e arte, em torno do dia 20 de novembro e buscava valorizar o trabalhador negro que, buscando melhores situações para a sua vida, foi trabalhar em outro país e lá ficou, como o caso do LAU que faleceu em Portugal. E era negro. E era artista. E era produtor de cultura.

Que mais?
História: Introdução da História da África e do negro no Brasil no currículo das escolas. Mococa pode dar esse pontapé inicial através das aulas do professor Sergio e sair em continuidade com outros professores e artistas e esportistas.
Terras: Tributação da terra às comunidades urbanas e rurais de negras/os remanescentes dos quilombos. Podemos averiguar como anda a Guardinha. Pesquisar sobre quilombolas remanescente e gerar a herança. Já.
Trabalho: Podemos garantir o cumprimento da convenção 111 da Organização Internacional do Trabalho.
Saúde: Implementar programas especiais de prevenção de doenças que prevalecem na população negra como miomatoses, lúpus, anemia falciforme. Suscitar pesquisa neste sentido.
Religião: Respeito às religiões de matriz africana. Aos rituais. Aos dogmas. Um curso de Yorubá  e Candonblé.

Nossa, quanta lei. O vereador que quer viver dando nome de rua a seus parentes é por que tem a moleira mole e a cachola não funciona como deve. Entrega a pasta.
Estímulo e apoio à produção cultural afro-brasileira.

É isso.

Votos de sucesso, vida longa e prosperidade.

BOA SEMANA!

 



Escrito por COELHO DE MORAES às 19h05
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CINECLUBE

Agenda anual / debate se houver interesse da platéia

FEVEREIRO – ISTO É NOEL ROSA de Rogério Sganzerla - 42’

MARÇO – MOSTRA produção de curtas do CINEMAFATEC (A Cartomante / Um Olhar Sobre Capitu / Honrar Pai & Mãe) – 50’

ABRIL – MOSTRA FATECURTAS

MAIO – AMORES POSSÍVEIS, de Sandra Werneck, 92’

JUNHO – THE KID A GAROTA (animação), de Fernando Pinheiro, 5’ e A LENDA DA LAGOA VERMELHA, de Eutímio Carvalho, 30’

AGOSTO - MOSTRA produção de curtas do CINEMAFATEC

SETEMBRO - BARRA VENTO, de Glauber Rocha, 74’

OUTUBRO- MOSTRA produção de curtas do CINEMAFATEC

NOVEMBRO - DIAS DE NIETZSCHE EM TURIM, de Julio Bressane, 84’



Escrito por COELHO DE MORAES às 18h52
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CineClube FATECmococa

MARÇO – MOSTRA produção de curtas do CINEMAFATEC

(A Cartomante / Um Olhar Sobre Capitu / Honrar Pai & Mãe) – 50’

Com: Karina Pereira / Rafael de Souza / Bruna Freire e outros

 

Os três curtas foram produzidos pela FATECmococa, preocupada

com a construção de um pólo produtor na cidade de Mococa, SP.

Dia 31 de Março

FATECmococa

Avenida Dr. Américo Pereira Lima, s/n, Jardim Lavínia – Mococa – SP

20 horas

Entrada franca / traga a pipoca

 

Coelho De Moraes

Coordenador de Cultura



Escrito por COELHO DE MORAES às 18h50
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Continua... Regulamento

1º Festival de Música FATECmococa 2009/2010

Faculdade de Tecnologia de Mococa

 

 

4 -  Da seleção e Julgamento:

Serão selecionadas 20 composições – apresentadas em dois dias diferentes – e num terceiro dia a FINAL, com 10 finalistas escolhidos (cinco de cada dia) , a serem apresentadas em Janeiro na FATECmococa. As datas e locais serão agendadas em tempo hábil.

 

5 -   Da apresentação

5.1 -  Os ensaios (passagem de som) das músicas concorrentes do festival serão realizados no  dia da apresentação de cada grupo, em horários pré-estabelecidos pela comissão organizadora.

5.2 - O não cumprimento dos mesmos acarretará a desclassificação;

5.3 - Haverá entrega de certificados de participação para todos.

5.4 – Obedecer horários e tempo estabelecidos.

 

6 -   Da Premiação:

Primeiro prêmio

Gravação de CD com músicas escolhidas pelo vencedor, a seu critério. Detalhe: somente a gravação e não a multiplicação do CD.

Trata-se, aqui do CD Máster.

Além disso,

Da gravação ao vivo será retiradas 50 cópías.

Do 2º ao 10º Premio

CD Master das gravações ao vivo de suas obras, no formato DEMO.

 

7 -  Da Gravação:

7.1 -      A gravação do CD será feita posteriormente ao festival, de acordo com agenda acertada entre produtora e o grupo vencedor.

7.2 -    Serão produzidos exemplares do CD das apresentações ao vivo

 

8 -   Observações Legais:

Os casos omissos a esse regulamento serão decididos pela Organização do

1º Festival de Música FATECmococa 2009/2010.

 

 

CIDADE DE MOCOCA, 31 de MARÇO de 2009.



Escrito por COELHO DE MORAES às 18h46
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Regulamento

1º Festival de Música FATECmococa 2009/2010

Faculdade de Tecnologia de Mococa

 

 

1  - Da promoção:

O 1º Festival de Música FATECmococa 2009/2010 é uma promoção da Coordenação de Cultura da FATECmococa  e da PI – PRODUTORES INDEPENDENTES.

 

2 -    Do Objetivo:

O 1º Festival de Música FATECmococa 2009/2010

é  festival para composições inéditas, de qualquer gênero:

2.1 -  Tema Livre

2.2 - As letras das músicas serão em português

2.3 – Preferência para originalidade e contemporaneidade.

3 -  Das Inscrições:

3.1 -    Serão válidas as inscrições entregues até às 18 horas do dia 30 de  junho de 2009, no endereço: AVENIDA DR. AMERICO PEREIRA LIMA, S/N – JARDIM LAVÍNIA – 13 736 – 020, MOCOCA, SP, fone 3656 5559, aos cuidados do MAESTRO COELHO DE MORAES. Valendo a data de carimbo do correio

3. -  As inscrições entregues em envelope lacrado contendo:

a) Ficha de Inscrição (anexo abaixo)

b) CD com a música gravada;

c) 05 (cinco) cópias da letra / nome da canção, e dos autor(es).

3.3 -   As composições não deverão exceder o limite de 06 (seis) minutos,  tanto na gravação como na apresentação.

3.4 -  Os concorrentes inscritos serão pré-selecionados por uma equipe especializada, sob a supervisão da FATECmococa.

3.5 -    Não caberá qualquer espécie de recurso sobre a decisão da comissão julgadora.

3.6 -  O material de inscrição (CDs e letras) encaminhado à triagem, não será devolvido.

 

 

 

 

 

 

 

 

COELHO DE MORAES

COORDENAÇÃO DE CULTURA DA FATECmococa

 

 



Escrito por COELHO DE MORAES às 18h44
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   SONHOS - TRECHO



Escrito por COELHO DE MORAES às 11h40
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